Primavera inicia trazendo fenômeno La Niña
Meses de novembro e dezembro devem ser de chuva abaixo da média na região
Publicado em 23 de setembro de 2024
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A primavera de 2024 iniciou no Brasil, neste domingo, 22 de setembro, e a estação promete trazer condições climáticas atípicas devido à formação do fenômeno La Niña.

Com o resfriamento anormal das águas do Oceano Pacífico, o La Niña tende a alterar o padrão usual de chuvas e temperaturas, especialmente nas regiões Norte, Nordeste e Sul do país, o que preocupam especialistas, sobretudo em um momento de recuperação agrícola.

Normalmente, a primavera no Brasil é caracterizada pelo aumento gradual das chuvas e do calor, exceto no Nordeste, onde o tempo costuma permanecer seco e quente. No entanto, o La Niña inverte essa lógica, trazendo mais chuvas para o Norte e Nordeste, enquanto o Sul deve enfrentar um clima mais quente e seco, aumentando o risco de estiagens prolongadas.

De acordo com Gustavo Verardo, meteorologista da Baroclima, o fenômeno pode se intensificar entre outubro e novembro, gerando eventos severos, como baixas temperaturas fora de época e maior propensão a ondas de calor no Sul e Sudeste. No Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, a expectativa é de chuvas abaixo da média na segunda metade da estação, enquanto o Norte e o Nordeste podem ter enchentes.

Além disso, o Centro-Sul do Brasil, especialmente São Paulo, Rio de Janeiro e o sul de Minas Gerais, deve registrar variações térmicas significativas, com períodos de frio alternando com ondas de calor. Já na Amazônia, as chuvas devem superar a média histórica, o que trará alívio após meses de estiagem e incêndios na região.

A meteorologia alerta para a possibilidade de invernos tardios e frentes frias, com impactos variados em diferentes regiões do país.

Na região de Frederico Westphalen, há possibilidade de novo episódio de estiagem, com chuvas abaixo da média, principalmente nos meses de novembro e de dezembro deste ano. – Em anos de La Niña a gente costuma ter ondas de calor um pouco mais intensas, principalmente no mês de janeiro e também em fevereiro no Rio Grande do Sul. Então neste próximo verão podemos esperar uma condição de tardes um pouco mais quentes e baixo volume de chuva, principalmente nos meses de novembro e de dezembro. O mês de outubro é um mês que ainda apresenta uma condição de chuva levemente acima da média na região –, explicou Verardo.

A Organização Meteorológica Mundial confirmou que as condições do fenômeno estão “neutras”. As previsões mais recentes da organização indicam uma probabilidade de 55% de que as condições neutras (sem El Niño ou La Niña) passem para La Niña entre setembro e novembro deste ano, aumentando para 60% de outubro de 2024 a fevereiro de 2025, com pouca chance de um novo El Niño durante esse período.

Fonte: Com informações LA+
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