O Brasil chega ao fim desta semana enfrentando contrastes climáticos impressionantes. Os termômetros dispararam no Centro e Norte, com marcas acima dos 40ºC, mas no Rio Grande do Sul tivemos manhãs e noites geladas, com marcas abaixo de zero, conforme a MetSul Meteorologia.
No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, a massa de ar frio proporcionou mínimas abaixo de zero em regiões de maior altitude, especialmente nos Campos de Cima da Serra e no Planalto Sul catarinense. Ao mesmo tempo, áreas do Centro-Oeste e do interior do Brasil registraram calor extremo, resultado de uma forte onda de calor associada ao ar muito seco.
Esse cenário revela um contraste raro: em um mesmo dia, o território brasileiro experimentou desde geada e frio rigoroso até temperaturas próximas de 43°C, além de índices de umidade relativa comparáveis aos de desertos.
No RS, Cambará do Sul teve a menor marca de todas, com -1,4ºC. No total, o Estado chega a 55 dias no ano com marcas negativas. Tiveram marcas geladas, ainda, São José dos Ausentes, com 0ºC e São Francisco de Paula, com 0,2ºC; entre outras localidades.
A MetSul Meteorologia projeta que a madrugada deste sábado voltará a ser fria e em várias localidades com mínimas até 1ºC menores que as de sexta, ou seja, novamente podem ocorrer marcas abaixo de zero no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
A realidade é muito distinta no Centro do Brasil, onde uma bolha de calor associada a uma massa de ar muito seco, que traz umidade de deserto, proporciona temperatura extremamente alta durante a tarde e que fica perto e acima dos 40ºC em vários estados do Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. O calor não apenas não vai ceder como a tendência é ganhar força em algumas áreas.
A previsão da MetSul Meteorologia aponta que o calor vai aumentar agora no final desta semana e vai prosseguir durante os próximos dias no Brasil Central, especialmente no Centro-Oeste, com máximas que vão ficar perto e acima de 40ºC em grande número de cidades. Isso porque a bolha de calor que atualmente cobre a porção central do Brasil tende a se intensificar sob ar muito seco e valores de umidade relativa do ar típicos de deserto, que caem a marcas abaixo de 10% durante a tarde em muitas localidades de diversos estados brasileiros
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