A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) publicou, nesta terça-feira, o resultado da classificação das propostas apresentadas para a venda de leite em pó. O Rio Grande do Sul concentrará cerca de 50% dos recursos destinados à operação. A expectativa é adquirir mais de 2,5 mil toneladas de leite em pó de associações e cooperativas da agricultura familiar, o que representa mais de 20 milhões de litros de leite integral de sete estados brasileiros.
A medida tem execução imediata e busca integrar ações de combate à insegurança alimentar e de apoio a populações atingidas por catástrofes climáticas. “Recebemos demandas de sete estados brasileiros. Pela primeira vez está sendo ofertado leite em pó de cabra, além do leite de vaca. A partir dessa demanda, fizemos a divisão dos recursos por estado, considerando a capacidade de processamento de leite em pó, de forma a contemplar todas as organizações envolvidas nessa operação”, salientou o diretor de Política Agrícola e Informações, Silvio Porto.
Regiões
Ao todo, 40 entidades fornecedoras serão atendidas nesta operação, que conta com o orçamento total de R$ 106 milhões. Desse montante, cerca de R$ 53 milhões serão destinados ao Rio Grande do Sul, beneficiando 22 associações e cooperativas apenas no estado. Santa Catarina receberá aporte de R$ 12,5 milhões e Paraná um pouco mais de R$ 11 milhões. Juntos, os três estados da região Sul do Brasil, maior localidade produtora de leite do país, somam cerca de R$ 76,5 milhões, o que representa em torno de 72% do total destinado à aquisição do produto.
Produtores de outras regiões também tiveram propostas contempladas com os quase 28% restantes dos recursos: São Paulo receberá R$ 11,5 milhões; Alagoas, R$ 11 milhões; Goiás, R$ 4 milhões; e Paraíba, R$ 3 milhões.
Insegurança alimentar
A compra de leite em pó será realizada pela Companhia por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra Institucional, com recursos repassados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O alimento será destinado a populações em situação de insegurança alimentar e nutricional, conforme demanda da pasta ministerial, além de atender pessoas impactadas por catástrofes climáticas, por meio da composição de cestas de alimentos.
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Foto : Wenderson Araújo / Trilux