MTG afasta dirigentes por 60 dias após denúncias durante rodeio em Santa Maria
Medida preventiva foi tomada enquanto Conselho de Ética analisa supostos episódios considerados antiéticos no evento
Publicado em 17 de março de 2026
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O Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) suspendeu preventivamente por 60 dias dois investigados por supostos episódios considerados anti-éticos durante o 31º Rodeio Internacional do Conesul, realizado no fim de semana em Santa Maria.

A medida atinge dois dirigentes da Associação Estância do Minuano, que ficam impedidos de participar de eventos do MTG ou de entidades filiadas enquanto o caso é apurado.

Em manifestação à reportagem, o presidente da Associação Estância do Minuano, Bruno Brenner Fernandes, declarou que a situação é “muito triste” e que a versão que vem sendo divulgada sobre o caso “não corresponde à verdade”.

“Estamos sendo julgados porque cumprimos um regulamento inerente a todos os participantes do rodeio. E todas as pessoas que estão se manifestando de forma equivocada sem saber a verdade dos fatos terão de responder na Justiça. É muito triste tudo isso”, afirmou.

A decisão foi publicada em portaria assinada pelo presidente do MTG, Alessandro Gradaschi, após a apresentação de denúncia formal ao Conselho de Ética Tradicionalista. Conforme o documento, os fatos teriam ocorrido nos dias 7 e 8 de março, envolvendo competidoras de uma prova de laço e familiares presentes no evento.

De acordo com a denúncia, uma competidora que está em tratamento oncológico sofreu uma convulsão durante a prova e foi socorrida por colegas de equipe. Após o episódio, a equipe teria sido desclassificada. Ao buscar esclarecimentos sobre a decisão, as jovens teriam sido alvo de manifestações consideradas ofensivas à condição de saúde e gênero da atleta.

No dia seguinte, segundo o relato apresentado ao MTG, o pai de uma das competidoras teria questionado a situação e acabou sendo empurrado por um dirigente da entidade promotora do evento, além de receber ameaça de retirada do local com auxílio de seguranças ou da polícia.

O episódio ocorre no mesmo mês em que o MTG assinou um termo de cooperação com o Ministério Público do RS para reforçar ações de prevenção e combate à violência contra a mulher dentro das entidades tradicionalistas e em eventos do movimento. A iniciativa prevê campanhas de conscientização e medidas para estimular ambientes mais seguros e respeitosos nas atividades tradicionalistas.

 

 

 

 

Foto – Reproducao /Web

Fonte: G1 RS
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