Troca o comando do Comitê de Mulheres da Ocergs
Presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann, defendeu a necessidade de ampliação da participação feminina no cooperativismo
Publicado em 01 de setembro de 2026
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O Comitê de Mulheres da Ocergs (Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul), conhecido como Elas pelo Coop RS, está sob nova coordenação. Depois de dois anos e meio à frente da iniciativa, a jornalista Luana Elicker passou o cargo para a microempreendedora Raquel Schwingel, da Cooperativa Sicredi Ouro Branco, com sede em Teutônia. A nova coordenadora, empossada nesta terça-feira em evento realizado na Casa do Cooperativismo, no Parque de Exposições Assis Brasil, pretende incentivar a formação de novas lideranças femininas e apoiar a trajetória de mulheres no cooperativismo gaúcho.

“As mulheres têm um potencial gigante de liderança e de inovação e são capazes contribuir para o crescimento do cooperativismo”, frisou Raquel.

presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann, destacou que a criação do grupo há dois anos na Expodireto, foi uma iniciativa que demonstrou o compromisso com a sucessão de poderes no cooperativismo. “Estamos comprometidos com a equidade de gênero e com o desenvolvimento de novas lideranças”, ressaltou. Segundo ele, é preciso criar oportunidades para ampliar a participação feminina e a sucessão gerencial no cooperativismo.

“Vou fazer uma reforma estatutária para aumentar a participação das mulheres por um cooperativismo mais humano, mais solidário, mais permanente e mais competitivo”, assinalou Hartmann, que também deseja rejuvenescer a Ocergs, incentivando o ingresso dos jovens no sistema cooperativo. A posse de Raquel ocorreu durante encontro que tratou do fortalecimento do protagonismo feminino na governança, gestão e representação institucional do cooperativismo, na Expointer 2026.

Qualidade instititucional

Durante palestra no evento, a consultora de governança e cooperativismo Silvana Parisotto Agostini ressaltou a necessidade de ampliação das mulheres na construção de organizações mais preparadas para os desafios atuais. “A liderança feminina não é apenas uma pauta de representatividade. É uma questão de qualidade institucional, de pluralidade na análise de riscos, de sensibilidade na formulação de estratégias e de conexão mais profunda com a realidade das famílias e dos territórios”, observou.

Segundo ela, quando uma mulher ocupa um cargo estratégico, inaugura possibilidades, torna-se referência e abre caminhos. "O cooperativismo é um modelo de negócio fantástico e desafiador”, afirmou. Segundo ela, no ambiente cooperativo, legado não é conceito abstrato. “Ele se constrói na prática, na formação de novas lideranças, no incentivo à participação e na criação de espaços seguros para o desenvolvimento profissional”, afirmou. “Uma mulher que assume responsabilidades em conselhos, comitês ou áreas técnicas não apenas fortalece a governança. Ela sinaliza para outras que aquele espaço também lhes pertence”, completou.

Foto : Mauro Schaefer

Fonte: Correio do Povo
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